Jornalista por Formação
Quarta-Feira entra em discussão no congresso ou senado (ñ me recordo direito) o lobby das empresas de comunicação que implicaria na ñ obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Diante deste evento, achei um texto e um video na internet que diz tudo o que eu queria dizer só que de maneira bonita hehe
Lá vai eles ….

Deixem-nos em paz
A quem interessa a derrubada da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista? Sinceramente, não sei. Como pode alguém estar contra a constante qualificação de quem milita em uma atividade tão importante à sociedade como essa? Sou a favor da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, da advocacia, da engenharia, da medicina…
Quero os melhores projetando pontes, operando minha barriga ou decidindo se fulano deve ou não ser condenado a 30 anos de prisão. Que todos tenham formação específica. Cada qual com o seu métier.
Advocacia quem faz é advogado; medicina, médico; engenharia, engenheiro; e jornalismo, jornalista. Não tem meia-boca, meia-sola. Ou você quer essas e outras tantas profissões tradicionais desregulamentadas e sendo exercidas por curiosos picaretas, que se dizem detentores de múltiplas habilidades?
Há muito acompanho tais ameaças de desqualificação da atividade jornalística, especialmente quando interesses de grandes instituições ou pessoas importantes são contrariados.
A mais recente investida é o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que está na mesa do Supremo Tribunal Federal (STF) e deve entrar em pauta ainda neste semestre. Se aprovado, causará uma inapelável desregulamentação da profissão de jornalista. Eliminará, de vez, a exigência do diploma de Jornalismo. Qualquer pessoa, “alfabetizada”, poderá atuar na área. Fará, sem nenhum constrangimento e com todo o direito que lhe caberá, grandes reportagens.
Ouço que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa. Bobagem. Quem quer dizer algo, dirá. Meios para isso não lhes faltam. A internet está aí para ajudá-los a exercitar a cidadania. Abriga tudo e a todos. O que o jornalismo de qualidade quer vai além disso. Assegura, em seu campo de atuação, a diversidade de pensamento e opinião da sociedade.
Ir a favor da desregulamentação, insisto, é aceitar um cenário obscuro, sem o acesso democrático à profissão. É abrir mão de uma atividade voltada efetivamente a atender ao interesse público. Lembremos de todos os escândalos que assolaram, por exemplo, a política nacional nos últimos três anos. Imaginem se não houvesse um jornalismo competente, de qualidade, interessado e desconectado da correia governamental?
Escrito por Professor Miro Bacin em jornalistaporformacao.wordpress.com
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