jbtutos :-)
fevereiro
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No dia 29 de setembro de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessou o Atlântico para assinar um acordo ortográfico que passsou a vigorar no dia 1º de janeiro deste novo ano em que visa a unificação da ortografia do idioma de camões, a 3ª língua mais falada do mundo.

A ideia (isso mesmo, agora ideia não tem mais acento) principal do acordo é aumentar o prestígio internacional da língua portuguesa e promover uma maior integração entre as culturas dos oito países onde o idioma é oficial.

Palavras como européia, epopéia e jibóia (paroxítonas em ditongos decrescentes) deixam de levar acento. O trema cai fora, junto com muitos acentos que servem para diferenciar algumas palavras, como pêlo e pelo. O uso do hífen, que já era complicado e poucos se arriscavam a memorizá-lo, ganha novas exceções. Em portugal, deixa-se de usar o “c” e o “p” em palavras em que não são pronunciadas como em “acto” e “óptimo”.

Entretanto, o que será feito com palavras como puto, bicha e durex? Que em portugal recebem significados totalmente diferente do dado pelos brasileiros? Lá no pais europeu signifcam, respectivamente, adolescente, fila e preservativo. São “essas” pequenas individualidades que fazem toda a diferença na interpretação dos textos e que prejudicam a integração cultural destes povos. Nem a tão apedrejada (nesta discussão) industria de livros irá parar de fazer traduções dentro deste idioma devido a essas diferenças.

A professora Sonia de Souza disse em uma reportagem que “não é pela suposta simplificação que você aprende uma língua. É questão de método, de leitura”. E realmente, a proposta não servirá para melhorar a educação no Brasil. Milhões serão gastos na atualização dos livros e muitos brasileiros continuarão não conseguindo entender um texto simples de dez linhas.

O inglês, a língua mais falada do mundo e que tem cerca de oito variantes, não tem os seus países unificados, ou melhor, integrados culturamente. Unificar o português só fara com que as unidades culturais, por séculos construídas e trabalhadas por nossos ancestrais, sejam perdidas.

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Agora é ver para crer quem estava certo ou errado neste discurso ;D

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